20.12
2018

Eiza González concedeu uma entrevista exclusiva ao portal ET Online para falar sobre Welcome to Marwen. Confira abaixo:

Eiza Gonzalez sabe da importância de ter um grupo sólido de mulheres para ajudar e elevar os outros. Isso é o que ela encontrou no set de Welcome to Marwen, um filme baseado na história real de Mark Hogancamp (Steve Carell), um homem que perdeu a memória depois de ter sido brutalmente atacado, e como uma maneira de lidar com a perda de memória, encontra uma saída terapêutica única e bonita – um mundo de faz-de-conta onde ele pode ser um herói – para ajudá-lo através de seu processo de recuperação.

Courtney Tezeno, do ET, sentou-se com González, de 28 anos, em Los Angeles, onde começou a história inspiradora e as mulheres incríveis que fizeram parte dela.

“Este é o filme que eu desejo ter assistido enquanto estava crescendo, porque esta é a história de um homem, como você começa a conhecer a história de porque ele é espancado, é alguém tão relacionável”, explica a atriz. “É tão importante hoje em dia deixar as pessoas terem suas próprias personalidades e amá-las. Para mim, o fato de que todas essas mulheres se unem para ser um apoio moral é muito importante. É como é dito: ‘Por trás de cada homem, há uma grande mulher’. Esse é o tipo de visão do Mark sobre isso.”

As estrelas de cinema Leslie Mann, Janelle Monáe, Gwendoline Christie, Diane Kruger, Merritt Wever e Leslie Zemeckis interpretam as outras mulheres ferozes que ajudam Hogancamp fugir da realidade.

“Ele vai para as mulheres de Marwen, que o construíram e o fizeram”, explicou ela. “Você tem todas essas mulheres que se juntam, que também é uma mensagem muito importante para ser enviada para a sociedade. As mulheres podem ser de diferentes origens. Todas essas mulheres – Janelle, Gwendoline, Diane – são de diferentes lugares, diferentes países, cores diferentes, línguas diferentes, mas todas nós podemos ser uma só e todas podemos nos unir. Não é necessário que tenhamos o mesmo modo de pensar, mas todos nós podemos ser humanos”.

González ficou mais que emocionada com a incrível história de sobrevivência e espera que isso ajude as pessoas a serem gentis umas com as outras.

“Este filme é outra nível para mim. Me emocionou quando assisti ao documentário pela primeira vez”, expressou González. “Mark é um ser humano tão inspirador. A maneira como ele vê a vida através de olhos diferentes, é isso que eu sinto que precisamos hoje em dia. Ele tem tanta imaginação, e nós meio que nos esquecemos disso. Sinto que o mundo onde vivemos é muito acelerado. [Com] as mídias sociais acabamos sendo tão maus com os outros. Nos escondemos atrás de computadores e celulares, e nós meio que fazemos esse criticismo destrutivo constantemente e não percebemos o quanto isso pode afetar uma pessoa”.

“Mark é uma pessoa que está dentro da norma da humanidade, suas falhas são algo negativo, mas, para mim, ele não tem falhas. Elas são virtudes”, relatou González. “A mensagem desse filme é abraçar as diferenças, abraçar a maneira diferente de pensar de alguém, o modo de vida diferente. Quem sou eu para julgar você? Eu só quero ser humana e apoiar os outros.”

Enquanto González estava entusiasmada em trabalhar com um grupo tão dinâmico de mulheres no filme, trabalhar com Carell foi igualmente especial para ela.

“Eu vou te dizer uma coisa incrível sobre trabalhar com Steve”, ela começou. “Ele tem uma experiência em comédia e, o que muita gente não sabe sobre comédia é que, quanto mais você se doa ao seu parceiro, melhor a cena acontece, porque quando mais vocês se equilibram, a comédia aumenta. Normalmente, é difícil, porque, como um artista, você se interioriza, pois está tentando controlar tudo que você faz e o que você vai dizer, e o Steve é exteriorizado.”

“Ele doa tanto a você e tudo que lhe importa é que você brilhe”, ela continuou. “Como uma atriz em um set, com alguém assim, você se sente confiante. Isso é algo que eu sou grata e sempre irei admirar em Steve. É por isso que ele continua trabalhando dessa forma. Ele tem todo esse sucesso porque ele é um dos atores que merece isso. Ele é tão altruísta e amoroso e, ao mesmo tempo, tão perfeccionista e sempre quer fazer o melhor possível e satisfazer o diretor. Ele é maravilhoso e merece todo o sucesso do mundo.”

Eiza Gonzalez está muito grata pelo que o ano passado lhe trouxe, mas ainda há muito que ela quer realizar.

“Eu simplesmente não posso acreditar que pode ficar melhor do que 2018”, disse a atriz durante o press junket de Welcome to Marwen, em Los Angeles, ao refletir sobre seus destaques na carreira e projetos futuros.

No início desta semana, foi anunciado que González seria parte do spin-off de Velozes e Furiosos, Hobbs & Shaw, no papel de Madame M. González disse ao ET que, enquanto gravava o filme de ação, ela teve um momento de pânico, pensando que isso era “bom demais para ser verdade”. Felizmente sua mãe, Glenda Reyna, ajudou-a a refletir sobre a grande oportunidade.

“Eu tive uma conversa com minha mãe. Dois dias atrás, ela estava comigo no set de Hobbs & Shaw. Sentei-me com ela e olhei para ela e disse: ‘Estou com medo'”, a atriz revelou. “E ela disse: ‘O que você quer dizer?’ Eu fiquei tipo ‘só estou com medo de que este seja o fim’ Eu ainda sou uma mulher, ainda sou insegura e temo quando penso: ‘Isso é bom demais para ser verdade!’ Estou tão determinada e sempre quero fazer o melhor que posso. Sou tão perfeccionista que, se não sou, sinto que as pessoas ficarão desapontadas comigo.”

“Tudo o que me importa é representar as mulheres latinas de uma maneira que elas se sintam orgulhosas. Então, isso também é assustador”, continuou ela. “Mas essa é a beleza de ter uma família linda. Ela olhou para mim e disse: ‘Tudo o que importa, querida, é ser uma boa pessoa. Continue a ser a menina amorosa e atenciosa que você é e isso trará as coisas para a sua vida.'”

Começando sua carreira de atriz no México, quando tinha 13 anos, González cruzou com sucesso para Hollywood, conseguindo papeis em Baby Driver, Godzilla vs Kong, Bloodshot e Alita: Battle Angel, de James Cameron. Cada projeto, ela disse, só fez dela uma melhor atriz.

“Tudo é uma lição”, disse González sobre o que ela aprendeu ao longo de sua carreira. “[Eu aprendi] que você também deve se orgulhar de tudo que faz. Não há pequenas coisas na vida. Há esse estigma de fazer novelas e eu tipo, as novelas me prepararam. Eu nunca estaria pronta para isso. As coisas que você aprende, a disciplina e a ética de trabalho que você tem que ter aos 13 anos em uma novela, que continua acontecendo a cada dia e você tem que filmar 100 cenas. Isso é uma lição. Isso preparou-me para estar pronta quando eu vim para a América. Cada passo abaixo da linha tem sido uma lição enorme para mim no que não fazer também.”

É ter essa perspectiva, bem como um forte sistema de apoio como a família dela, que a ajudou a realizar seus sonhos. Ela também credita Robert Rodriguez por ajudar a iniciar sua carreira em Hollywood.

“Meu mentor é Robert Rodriguez”, disse ela, acrescentando que ele a ajudou a conseguir o papel de Santánico Pandemonium em From Dusk Till Dawn: The Series. “Ele me trouxe para essa indústria e cuidou de mim.”

A dupla se reuniu recentemente para trabalhar em Alita: Battle Angel, um filme de ação e aventura em CGI no qual ela interpreta Nyssiana, uma ciborgue – um papel que ela chama de “uma performance especial”.

“À medida que minha carreira progrediu, me tornei uma atriz motivada, no sentido de que, para mim, não há papéis pequenos”, ela expressou. “[Meu papel em Alita] é uma coisa pequena comparativamente falando, mas o que me animou foi que foi a primeira vez que fiz captura de movimento, que me apresentou e me preparou para Welcome to Marwen. Então não há experiência que não te deixará uma lição.”

O que torna esse papel ainda mais único para Gonzalez é o fato de ela não estar necessariamente retratando uma latina.

“Eu consegui retratar um personagem em que eu não necessariamente tinha que ser alguma coisa relacionada a uma latina”, ela explicou, acrescentando: “Isso é o que eu também quero fazer. É mostrar e transmitir que as mulheres latinas são tudo. Eu posso ser a típica Adelita [em Marwen], apenas uma típica mulher mexicana. Mas também posso ser um ciborgue e também ser uma mulher mundana ”.

“Você pesquisa algumas atrizes no Google e aparece ‘atriz'”, explicou Gonzalez. “Mas se você me procurar no Google é ‘atriz mexicana’, e esse é o estereótipo que eu quero quebrar. Como atriz, esse é o meu objetivo. Se isso significa fazer papéis menores que vão ajudar a chegar àquele lugar e ser vista em uma luz diferente [assim seja]. [Quero que as pessoas digam], ‘Oh, ela foi e fez isso, mas depois foi e fez aquilo’. Isso, para mim, é o ideal “.

Não há dúvida de que González conseguirá isso e muito mais, já estrelando em uma variedade de papéis diferentes que os fãs poderão ver no próximo ano.

Tradução: EGBR
Fonte: ET Online

Publicado por: eizagonzalezbr Salvo em: Entrevistas
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